O Administrador na Rede!

Criei esse blog para partilhar com vocês um pouco do universo do administrador. Espero ajudar, criar, discutir, inovar e renovar as minhas idéias e projetos. Fazendo desse espaço, um espaço coletivo, que visa beneficiar a todos, principalmente estudantes e profissionais de ADMINISTRAÇÃO.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O CURRÍCULO PERFEITO – 10 DICAS


            O currículo é seu cartão de visitas para o mercado de trabalho, portanto é muito importante ter atenção há alguns detalhes na hora de elaborá-lo. E por incrível que pareça muita gente tem dificuldade na hora de preparar seu currículo. Existem até cursos, online e gratuitos, de como elaborar o currículo. Separei aqui, algumas dicas interessantes e indispensáveis na elaboração do currículo.

1. Seja objetivo.
Os recrutadores precisam de informações sobre suas caraterísticas profissionais, conhecimentos técnicos, experiências anteriores relativas ao cargo pretendido, nível de escolaridade. Não adianta encher seu currículos desnecessárias, como números de documentos, filiação e tipo sanguíneo, os selecionadores são bem preparados e perceberão que este conteúdo é apenas para preencher um espaço vazio na folha.

2. Um currículo para cada empresa.
Nada de ficar e generalizando informações. Destaque os conhecimentos e as experiências relacionados ao cargo pretendido, mesmo que sejam poucos.

3. Dê destaque as suas atividades acadêmicas.
Informações como artigos publicados, bolsas de iniciação científica, monitorias, projetos de pesquisa, estágios são sempre vistos com bons olhos. Cursos de extensão e especialização também devem ser realçados, da mesma maneira.

4. Nada de informações repetitivas.
Isto torna o currículo longo e desinteressante, um currículo não deve ter mais que duas páginas. Evite também, termos como: pró-ativo, dinâmico, responsável de confiança, pois só servem para enfeitar os currículos.

5. Sua vida fora do trabalho.
São interessantes informações, como participação em terceiro setor, prática de esportes e outros exercícios físicos, se é casado, quantos filhos tem, ou seja, detalhes que indicam a estrutura do candidato fora do trabalho. Mas lembre-se, nada de exageros.

6. A estética do currículo.
É um aspecto importante, porque demonstra o seu senso de planejamento e organização (prefira modelos simples sem cores e símbolos). Dê ao seu currículo uma personalidade própria, usando uma diagramação diferente da usual e uma linguagem simples, porém bem elaborada. Nesse caso, o bom senso deve prevalecer.

7. Envie sempre o currículo original.
Nunca use cópias, mesmo que sejam de boa qualidade. Isso indicará falta de interesse, planejamento e organização.

8. Fotografia.
Caso seja solicitado, o mais indicado é que envie foto. A aparência da pessoa não será avaliada, a não ser que seja para área de eventos, por exemplo. A fotografia deve ser de tamanho 5x7, do rosto e ombros, e a pessoa deve estar vestida formalmente. Fotos informais não são bem-vindas. Se possível, a fotografia deve ser impressa, no corpo do currículo, caso não tenha esse recurso, anexe com cola, evite usar clips e grampos.

9. A entrega do currículo.
Grande parte das empresas preferem o recebimento de currículos por e-mail. Esse via é a mais eficaz, pois, diminui o tempo dispensado, não ocupa espaço e facilita a organização. Porem, não há problemas em enviar o currículo impresso. Não ha necessidade em colocar o título Curriculum Vitae. Já se sabe a função desse documento, então não é preciso nomeá-lo.

10.Cuidado com os erros de português.
Isso dificilmente é admitido pelos selecionadores. Após redigir seu currículo, faça uma leitura atenta revisando tudo. Caso encontre qualquer erro após a impressão, não tente consertar de caneta, edite o documento e imprima novamente.






“O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis."
                                                                                                José de Alencar

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dica do Dia_ Desafio SEBRAE

 

Desafio-Sebrae

O que é?

O Desafio Sebrae é um jogo virtual que simula o dia-a-dia de uma empresa, durante mais de seis meses. Universitários de todo o país, organizados em equipes, testam sua capacidade de administrar um negócio, tomar decisões e trabalhar em equipe.

Para que serve

O objetivo principal é disseminar a cultura empreendedora para os universitários que buscam caminhos para o começo de sua vida profissional. O jogo difunde conceitos de competitividade, ética e associativismo e desenvolve a capacidade gerencial em pequenos e médios negócios.

Quem pode participar

Estudantes de cursos de graduação em instituições de ensino superior credenciados pelo Ministério da Educação (MEC), que estejam, na data da inscrição, com a matrícula ativa no 1º semestre de 2011.

Quem promove

O Desafio Sebrae é promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).

Como funciona

O jogo utiliza um software de gerenciamento que durante a competição avalia as decisões das equipes em ambientes que simulam o funcionamento do mercado. Essas decisões são comparadas com as dos concorrentes, o que resulta em uma pontuação para as equipes ao final de cada rodada de decisão. Ao final de cada fase, a pontuação acumulada das equipes é utilizada para gerar o ranking. Os critérios de pontuação encontram-se no manual do participante e os de classificação no regulamento do jogo.

Quantos estudantes por equipe

As equipes podem ter no mínimo de três e no máximo de cinco estudantes. Os integrantes podem ser de cursos diferentes, mas todos devem ser do mesma Unidade da Federação brasileiro. Um mesmo participante não pode integrar mais de uma equipe.

Tem certificado de participação

Sim. O certificado de participação das fases virtuais estará disponível à equipe diretamente na sua área restrita do site oficial ao final de cada fase. Só terão direito ao certificado as equipes que finalizarem a respectiva fase.

Como jogar

A equipe fará o download do jogo através do site oficial. Em seguida, deverá instalar o software e aguardar a data de início da competição, que será divulgada no site oficial.

Fases do jogo
1ª fase: classificação estadual
2ª fase: semifinal estadual
3ª fase: final estadual
4ª fase: semifinal nacional
5ª fase: final nacional

As etapas estaduais serão jogadas via internet. As fases semifinal nacional e final nacional são presenciais, sendo realizadas em regime de imersão, em Brasilia.

Na fase internacional participam os vencedores nacionais de cada país participante do Desafio Sebrae.

Quais são os prêmios

Nas finais estaduais

Os integrantes das equipes vencedoras de cada estado recebem um troféu, além de uma bolsa para participar gratuitamente de um dos cursos ofertados pelo Sebrae. As universidades de origem dos participantes das equipes vencedoras estaduais também recebem um troféu. Dependendo do Estado, haverá outras premiações.

Na seminal nacional

Cada participante das 8 equipes classificadas para a final nacional recebe como prêmio um Ipad.

Na final nacional, os membros da equipe vencedora ganham uma viagem de 10 dias de duração a um centro de referência mundial em empreendedorismo, incluindo:

- passagem aérea,
- hospedagem,
- ajuda de custo para alimentação,
- guia local para as visitas técnicas,
- deslocamentos terrestres previstos na programação oficial,
- seguro de viagem.

Na final nacional, ainda, serão concedidas bolsas de estudo integrais na Fundação Getúlio Vargas (FGV), por meio do programa FGV Online, conforme abaixo discriminado:

I) Para a equipe vencedora, ou seja, aquela que obtiver a maior pontuação na fase final nacional, uma bolsa em MBA Executivo Nacional;
II) Para o 2º e 3º lugares, uma bolsa do programa Séries Estratégicas;
III) Para o 4º ao 8º lugares, uma bolsa em curso de 30 (trinta) horas.

Cronograma

- Inscrições: de 06 de abril a 11 de maio
- Competição: de maio a novembro/11

Como se inscrever

Inscreva sua equipe com o preenchimento e envio da ficha de inscrição. O pagamento da taxa de inscrição deve ser efetuado através do site.

Quanto custa

Apenas R$ 50,00 (cinquenta reais) por equipe.

ACESSE: http://www.desafio.sebrae.com.br/

QUEM SE INTERESSAR, ENTRE EM CONTATO AQUI NO BLOG, TO QUERENDO MONTAR UMA EQUIPE, SÃO 5 PESSOAS (R$ 10,00) POR PESSOA.

sábado, 1 de maio de 2010

Dez Dicas para Redigir e-mail

Artigo retirado do site: Revista portuária, Economia e Negocios

http://www.revistaportuaria.com.br/site/?home=artigos&n=Cmod&t=dez-dicas-para-redigir-mail

23/03/2010
A boa comunicação é imprescindível para qualquer tipo de relacionamento. Seja a comunicação corporativa ou pessoal, a forma com a qual será realizada irá obter o sucesso ou fracasso na mensagem desejada.
A boa comunicação é imprescindível para qualquer tipo de relacionamento. Seja a comunicação corporativa ou pessoal, a forma com a qual será realizada irá obter o sucesso ou fracasso na mensagem desejada.
Tenho realizado vários treinamentos e palestras sobre como se comunicar bem, mas é incrível como muitas empresas tem solicitado que seja dado um enfoque maior na comunicação escrita através dos e-mails.
Infelizmente, devido ao e-mail ser uma ferramenta mais prática e rápida algumas pessoas deixam de dar uma atenção especial para esta poderosa ferramenta e acabam se comunicando de forma extremamente errada, infantis, ofensivos, não sendo claros e até irritantes.
Devido ao avanço tecnológico e as ferramentas que nos foram disponibilizadas, como skype, msn entre outros, houve uma ampliação do excesso de erros e falhas nas mensagens, devido à necessidade de abreviar a comunicação.
Junte este avanço, com a necessidade de reduzir as palavras, com a dificuldade da língua portuguesa e o ensino fundamental e médio precário e já dá para imaginar o que estaremos encontrando.
Vale lembrar que e-mail é um documento. Quando se trata de um e-mail direcionado a alguém da mesma empresa que você trabalha deve ser mais formal, lembrando-se que estamos tratando de um "ambiente" corporativo, ou seja, profissional. Quando é um e-mail para algum parente ou alguém muito próximo obviamente podemos ser mais informais e próximos.
Atenção a algumas dicas para o desenvolvimento de seu e-mail:
1. Independente do tipo de e-mail enviado seja sempre educado e cordial. A apresentação inicial de seu e-mail colaborará pela existência de interesse por parte do destinatário, bem como pela dedicação de retorno do mesmo.
2. Os e-mails corporativos devem sempre ser mais formais e muitas vezes são considerados documentos. Nada impede que você seja mais informal com quem tenha afinidades, porém dentro dos limites profissionais.
3. Ainda sobre e-mails corporativos é importante evitar a linguagem utilizada na internet, de abreviaturas e símbolos que demonstram falta de profissionalismo.
4. Mantenha-se atualizado através de livros, revistas e jornais pois os mesmos possuem meios de comunicação distintos e você passará a ter maior facilidade de interpretação e desenvolvimento de seus textos.
5. Atente-se ao conteúdo que você irá desenvolver. Na maioria das vezes, o texto do e-mail deve ser claro e objetivo. No entanto, em algumas eventualidades, você poderá vir a ser mais abrangente, detalhando as informações para que fiquem mais claras ao destinatário. Tudo dependerá do assunto a ser tratado e da facilidade de entendimento do destinatário.
6. Evite escrever com todas as letras em caixa alta (maiúscula). Elas representam que você está sendo indelicado e/ou gritando.
7. Demonstre no campo "assunto" a informação que conterá no e-mail de forma clara e objetiva. Jamais deixe o título do assunto em branco.
8. Sempre avise no corpo do e-mail quando estiver enviando documentos anexados.
9. Ao final de seus e-mail utilize termos formais como atenciosamente", "cordialmente", etc.
10. Não se esqueça de "assinar" seu e-mail com seu nome, cargo, empresa e telefone se julgar adequado.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mudança Organizacional e a Transformação da Função de Recursos Humanos – Resenha

Resenha Crítica elaborada pela Acadêmica: Juliana Gusmão em prol da equipe: Juliana Gusmão, Cínthya Maria, Gefferson dos Anjos e Clariane Maria_ Todos Acadêmicos do Curso de Bacharelado em Administração da FAJOLCA_ Faculdade José Lacerda Filho de Ciências Sociais; 2009.1_ 7º período_ Disciplina: Tópicos II, Professora: Raquel.
“Durante o processo de mudança, a ferramenta mais poderosa é uma mente aberta.” (John P. Herzog)
“O universo é mudança; a nossa vida é aquilo que os nossos pensamentos fazem.” (Marco Aurélio)

Ao abordar o tema Mudança Organizacional e a Transformação da Função de Recursos Humanos, verificamos uma verdadeira abundância de material, porém com conceitos e enfoques diversos.
A dificuldade maior é filtrar as informações e relatar o texto abrangente de Thomaz Wood Jr. de forma concisa, pois o assunto: Mudança Organizacional traz uma gama de idéias e informações em uma corrente de alta velocidade, gerando um movimento constante no fluxo de inovação, renovação, e até, rupturas de paradigmas.
Diante disto, a nossa postura, ao elaborar este relato foi a mais ampla possível, a fim de evitar que informações preciosas sejam tidas como meras informações “superficiais”.
“Mudança Organizacional é manter constantemente uma janela aberta para o mundo, agir com sensibilidade crítica e manter a mente aberta”.
Diante de tantas mudanças e da velocidade com que elas acontecem, as Organizações, ao invés de estudar e adotar uma estratégia precisam se adaptar e fazer frente a essas mudanças, se reestruturando a cada nova estratégia adotada, evitando imergir nas profundas mudanças.
Como conseqüência, chegam ao mercado cada dia mais competidores; os ciclos de vida dos produtos caem; os consumidores/clientes tornam-se cada vez mais exigentes e a força de trabalho requer um novo tipo de tratamento, que gera mudanças na missão e visão estratégica das Organizações, atingindo diretamente os profissionais ligados a FRH – Função de Recursos Humanos, que vêm passando por inúmeras transformações.
Como visão do futuro, o texto indica que a sobrevivência das Organizações depende da sua capacidade de adaptação. Acredita-se que a organização do futuro estará mais voltada para os clientes, exigindo das Organizações um relacionamento mais íntimo com os consumidores , e a adoção de uma postura que reflita em ações voltadas para a responsabilidade social e ambiental. As Organizações dependerão muito mais do nível de motivação e da força de trabalho de seus colaboradores, através de competências comportamentais e velocidade, agilidade e flexibilidade na realização de tarefas frente a essas mudanças.
Assim, mudança organizacional deve ser encarada como processo e caracterizada pelo princípio da melhoria contínua.
O texto infere esse conceito quando expõe as questões sobre os impactos gerados pelos programas de qualidade, que surgiram com o foco e direção voltados para a produção e através das mudanças, se expandiram de tal forma que passaram a se chamar de controle da qualidade total, difundindo inclusive sobre as atitudes, habilidades e comportamentos dos colaboradores e gestores, sob influencia da organização do trabalho, gerando conflito e/ou interação com a FRH.
Após muitas explanações relacionando as visões gerais proveniente da Mudança Organizacional através de diversos ambientes como: Cultura, Teoria dos Sistemas, Visão Econômica e principalmente RH. Todos esses conceitos e aplicações, ajudam a clarear a compreensão das relações entre a organização e o seu meio, a importância da inovação e a questão da sobrevivência- através da capacidade de adaptação – como o objetivo central do texto. Relacionando a necessidade da busca da harmonia entre a estratégia, a estrutura e as dimensões humanas com as transformações da FRH, que vem sofrendo declínio constante, correndo inclusive risco de desaparecer de uma vez por todas.
A Função de Recursos humanos surgiu depois da criação das leis do trabalho, década de trinta, baseada na GP – gestão de pessoas, que naquela época não fazia nada além de contar tempo – faltas, férias, folgas ; e punições – suspensões, demissões e etc. , visando maior produção.
Com a evolução da Administração de Recursos Humanos, surgiram várias denominações ao longo do tempo. No passado as expressões utilizadas eram: administração de pessoal, relações industriais e relações humanas. Mais recentemente tem-se: administração de recursos humanos, desenvolvimento de recursos humanos, comportamento organizacional.
Com a Consolidação das Leis do Trabalho e a atuação sindicalista em prol dos direitos do trabalhador, a GP passou a ter funções de gerenciamento das relações humanas , inclusive com a troca do nome para GRH, quando foi criada a FRH em si.
A evolução teórica da FRH denominando a nova abordagem como Gerência de Recursos Humanos (GRH), em contraposição à tradicional gerência de pessoal (GP), onde a ênfase está colocada no conceito de recurso, isto coloca os empregados ao lado de outros fatores de produção como capital, tecnologia, energia e materiais. Por conseguinte, sugestiona o potencial de agregar valor pelo uso sofisticado deste recurso, ao invés de vê-lo como uma arena de problemas.
Após outras conjunturas e necessidades do mercado a FRH, ressurgiu, ligada a processos operacionais através das técnicas de recrutamento e seleção, ou treinamentos e capacitações e até mesmo avaliação e administração de carreiras; voltados diretamente para a gestão dos processos de mudança e para a melhoria dos níveis de desempenho e produtividade.
Sem as raízes da FRH tradicional, esta nova função, nem sempre bem definida, passou a apropriar-se, de conceitos e recursos pouco usados e até desconhecidos de sua antecessora.
Todas essas atividades são ligadas a FRH que diante das mudanças organizacionais vem se adaptando através de movimentos interativos, surgindo assim, os mais diversos tipos de gerenciamento: estratégico, de talentos, de conhecimento, por competência, por desempenho e etc. Esta nova FRH geralmente está associada às áreas de qualidade ou a programas corporativos de mudança organizacional. Convive, geralmente, com algum grau de conflito, com a FRH tradicional, agora diminuída em importância.
Todo este quadro de mudança veio em resposta à mudanças ambientais que trouxeram novos desafios à gestão das empresas e ao gerenciamento de recursos humanos.
Segundo CHIAVENATO (1999) nos tempos atuais as empresas necessitam das pessoas como parceiros da organização, o autor coloca que os empregados contribuem com seus conhecimentos, capacidades e habilidades, proporcionando decisões e ações que dinamizam a organização.
Essa é a visão estratégica e o grande diferencial do negócio de RH: obter vantagem competitiva por meio das pessoas Uma das principais funções do gerenciamento de recursos humanos é viabilizar a capacidade de mudar e se adaptar, isto para evitar que a empresa no processo de mudança tecnológica não fique emperrada pela sua estrutura organizacional/humana. Portanto, cabe às Organizações, como facilitadoras do aprendizado, acreditar nas possibilidades de crescimento mútuo, e, ao homem, fica a tarefa de mostrar que o conhecimento faz parte necessária e integrante do processo de crescimento das organizações.
Evidentemente, o levantamento das características observadas nos diversos estágios da evolução da FRH mostra seus aspectos mais centrais e evidentes, obscurecendo ou camuflando especificidades.
Enfim através de tantas diversidades, relacionando os colaboradores com os direitos humanos e caracterizando as organizações como organismos, a FRH, corre o risco de bater de frente com o objetivo-primordial da Organização. (Planejamento estratégico visando à missão corporativa).
O texto apresenta ainda o projeto organizacional “Q”, que engloba e coloca em prática diversos princípios e teorias administrativas, como a Teoria dos Sistemas Abertos, abordagem sociotécnica e o conceito de qualidade total. Através de experimentos como estes, que utilizam tendências em recursos humanos em seu planejamento estratégico -que esta dividido em quatro blocos departamentais: Adminstração, Produção, Tecnologia e Qualidade, com uma diminuição conceituada de graus de hierarquia. Com apenas três divisões: Diretores, Supervisores e Operários. Denominado oficialmente de “ Sistema de Pagamento por Habilidades e Conhecimentos Aplicados”; esse projeto esta marcado pelo autogerenciamento dos colaboradores, que, conscientes de seu papel, sequer necessitam de supervisão. Baseado nessa consciência (competência comportamental) o projeto aplica o autogerenciamento aos demais blocos. Assim, toda a organização é atingida por uma rede de colaboradores que são responsáveis tanto pelas operações como por temas como treinamento, segurança, saúde e meio ambiente. Para obter os resultados esperados os colaboradores que participam do projeto organizacional “Q”, foram selecionados através de competências comportamentais adequadas para o perfil dos colaboradores. Fazendo, inclusive jus ao nome dado, no projeto “Q, após a seleção do colaborador, ele inicia no mais baixo nível e lhe é dada a oportunidade de galgar posições até atingir o nível de supervisão. Ao ser promovido, o salário aumenta e este colaborador recebe treinamento adequado para a próxima função. Com a aplicabilidade do conhecimento adquirido através da nova função, novo aumento salarial e assim por diante. Para apoiar os grupos formados pelos colaboradores do projeto, foram selecionadas apenas duas pessoas com formação especializada e que se dedicam em tempo integral, para desenvolver técnicas de trabalho e ajudar na solução de problemas. São chamados de facilitadores dos processos grupais. O que nos fez entender que talvez seja essa a futura FRH – Função de Recursos Humanos, diante da velocidade das mudanças organizacionais.

domingo, 21 de março de 2010

A implosão de um ícone – Resenha

  
Hessel Teich, Daniel, A implosão de um ícone, Revista EXAME. Ed. 921 em 02/07/08, pág. 116 a 123.
OgAAAIWn-BTLa5iFZ_n2mcSV90qFaQrcwpkJyEP-BXREtto_IsEDLX9vl5j4o-Npv_5YeGiIpoDwPpNqDkKOKzrlQFUAm1T1UCNSk7LyEXGIXwkWU47WQ7Ip_EyB   Resenhado por Priscilla Melo, acadêmica do curso de Bacharelado em Administração de Empresas da FACIP (Faculdade de Ciências Sociais dos Palmares).
  Daniel Hessel Teich expõe um artigo na revista EXAME, a queda e a reestruturação da KODAK, empresa líder no mercado fotográfico e símbolo do capitalismo global até a decada de 90, tendo como principal produto o filme para fotografia e ocupando nos anos 80 cerca de 85% do mercado americano.
  Com a crescente comercialização das câmeras digitais (produto desenvolvido pela própria KODAK em 1976) a empresa inicia um declínio e perde grande parte do mercado para seus concorrentes que ao contrário dela, apostou na inovação.
Além da resistência a mudanças, a cultura e a demora na tomada de decisão, fez com que o valor da marca caísse bruscamente de 7,8 bilhões de dólares, em 2003 para 3,8 bilhões em 2007.
Cientes de que a empresa não resistiria se não se adaptasse a nova realidade do mercado, procurou entao uma forma para dar início a sua reestruturação. Uma das decisões foi a contratação de mão-de-obra especializada e  com a chegada de Antônio Perez a companhia, espanhol com amplo conhecimento na área de produtos digitais, assume a presidência traçando estratégias para o salvamento da empresa, partindo de três tarefas principais: readequando o negócio de fotografia tradicional, já que este poderia sobreviver, ainda, cerca de 10 anos; escolhendo como ramo de negócio principal a montagem de bases para impressão digital; e se desfazendo das divisões de negócios que não fariam mais parte da nova estratégia da companhia, podendo assim, reduzir custos e recuparar o resultado positivo em seus balanços.
Como resultado dessas tarefas a KODAK conseguiu reduzir suas dívidas de 2,7 bilhões de dólares em 2006 para 1,3 bilhões de dólares em 2007 e aumentar seu dinheiro em caixa em 1,4 bilhões de dólares para 2,9 bilhões em 2007.
Segundo a revista, outra empresa que precisou rever seus produtos para não perder espaço no mercado foi a SEDA, fabricante de shampoo, condicionadores e cremes para cabelos. Esta empresa, percebeu que seu público alvo, as classes C e D, estavam dando preferência a produtos com maior qualidade, mesmo que lhes custassem naus caro. No primeiro momento decidiu mudar apenas a embalagem, o que não lhe trouxe resultados, já que o conteúdo permanecia o mesmo. Então procurou especialistas em cabelos dos mais diversos tipos, cacheados, lisos, crespos e conseguiram desenvolver fórmulas capazes de satisfazer tais clientes. Isso agregou valor ao produto e a empresa pode aumentar o preço e mais uma vez alterar a embalagem.
Essas medidas fizeram com que em pouco tempo a SEDA conseguisse recuperar os seus clientes e dobrar o seu faturamento.
A KODAK e a SEDA são exemplos de  como a falta de visão da administração de uma empresa e a resistência a adequação a um mercado que está em contínua transformação pode causar o declínio de uma empresa.